A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA) convoca os professores, especialistas e funcionários de escola para o ato público da aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), que ocorrerá, a partir das 9h, desta quarta-feira (17) na Assembleia Legislativa do Maranhão, no Sítio do Rangedor, no bairro do Calhau.


     O objetivo da entidade é acompanhar como os deputados estaduais e o poder executivo atual alocaram os recursos públicos destinados à educação pública em 2015. Vários compromissos assumidos pelo governo do estado, como o pagamento das progressões e a realização de concurso público, por exemplo, estão condicionados ao aumento do orçamento do estado. Por isso, participe!

     A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em parceria com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), divulga estudo realizado pelo Data Popular e que revela a opinião da população sobre a educação e os profissionais de educação. A pesquisa foi lançada durante a segunda Conferência Nacional de Educação (CONAE), na sexta-feira (21/11), em Brasília.




     De acordo com o levantamento, segurança é o fator mais importante para que a escola seja de qualidade, seguida de valorização dos professores e funcionários. A falta de perspectiva na carreira é outro ponto a ser analisado: a população considera a profissão de professor o ofício mais importante para que o país tenha um bom futuro, mas apenas 15% gostariam em virar educador.

     Para o presidente da CNTE, professor Roberto Franklin de Leão, os números refletem a triste realidade da escola pública brasileira: "Consideramos fundamental ter um instituto de pesquisa qualificado comprovando as informações que os trabalhadores em educação vivenciam no dia a dia da escola. Esse documento revela dados que há tempos a CNTE aponta para a sociedade".

     A pesquisa também levou em consideração aspectos relacionados à valorização, formação (capacitação) e remuneração dos professores e dos profissionais da educação. O estudo mostra também que 99% dos brasileiros acreditam que a educação é muito importante para o futuro do Brasil.

     Na avaliação do coordenador do Fórum Nacional de Educação e da CONAE, Francisco das Chagas Fernandes, a valorização dos profissionais de educação passa por três caminhos: salário (ganho real do Piso), Diretrizes Nacionais de Carreira e a formação inicial e continuada. "Esse tripé é necessário para garantir um sistema de formação de professores no país", resumiu o coordenador.

     Valorização do professor - Os entrevistados também entram em consenso quando o assunto é valorização dos professores, já que 98% avaliam que a profissão deveria ser mais valorizada. Na opinião dos brasileiros, oferecer uma educação de qualidade está ligada diretamente à valorização do professor. Por isso, boa parte dos entrevistados acredita que a saída para uma educação de qualidade é ter professores qualificados, bem preparados e com melhores salários. Para 76%, os professores são menos valorizados do que deveriam pela população, enquanto 85% acham que os professores são menos valorizados do que deveriam pelo governo.

     Melhores salários - O salário oferecido aos professores da rede pública é considerado ruim ou péssimo para 66% dos consultados. Apenas 8% disseram que é bom. Quando questionados sobre os salários dos professores das escolas privadas, 49% disseram que a remuneração é ótima ou boa. Sendo assim, 98% consideram importante que professores e funcionários das escolas tenham bons salário para que a escola seja de qualidade.

     Os entrevistados também reconhecem que o professor deveria ser a profissão com a melhor remuneração. Por outro lado, a maioria acredita que são os médicos, engenheiros e advogados que recebem os salários mais altos. Como forma de valorização, 85% dos brasileiros acreditam que os profissionais da educação deveriam ter um piso salarial nacional que valorize o salário.

Educação de qualidade - Entre os principais benefícios que a educação pública de qualidade pode trazer para a sociedade brasileira, os entrevistados destacaram: redução da violência, combate à pobreza, melhores empregos e formação de bons profissionais. E a maioria (59%) avalia que as escolas públicas estão longe de ter uma educação de qualidade. Outro aspecto abordado no estudo está relacionado ao futuro profissional. Para 48%, os alunos de escolas particulares têm mais chances de ter um bom emprego do que alunos que estudaram na rede pública. Como forma de melhorar a qualidade da educação, 94% são a favor da educação em tempo integral.

     Papel dos governos - A responsabilidade dos governos federal, estadual e municipal também alvo da pesquisa. Para 43%, o governo federal é responsável pela educação pública em geral, enquanto 27% atribuem a responsabilidade ao governo municipal. Para melhorar a educação, 87% são favoráveis ao governo destinar 10% do PIB para educação. Hoje, são 6,5%. O tema educação também é levado em consideração na hora de escolher o candidato, já que 72% dos brasileiros se informar sobre educação antes de votar.

     Metodologia da pesquisa - A pesquisa foi realizada em setembro de 2014, com 3 mil pessoas com mais de 16 anos, em 100 municípios, nas cinco regiões do País.


Fonte: CNTE
     O Primeiro Encontro de Orientadores de Estudos do Pacto Nacional para Fortalecimento do Ensino Médio (PNEM), promovido pela Unidade Regional de Educação de Imperatriz(UREI) por intermédio de Aurenir Terto e Leila Lopes, foi realizado em Imperatriz, no dia 12 de dezembro, no auditório do Centro de Formação de Professores. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA), por meio do coordenador regional André Santos, compôs a mesa da solenidade de abertura do evento.



     O Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio foi regulamentado pela Portaria Ministerial Nº 1.140, de 22 de novembro de 2013. Por seu intermédio, o Ministério da Educação e as secretarias estaduais e distritais de educação, assumem o compromisso pela valorização da formação continuada dos professores e coordenadores pedagógicos que atuam no ensino médio público, nas áreas rurais e urbanas.

     Na ocasião do evento, André Santos destacou, de maneira “racional”, a situação caótica que a educação do estado se encontra atualmente e a importância do pacto para melhorias no ensino médio. “O Ensino Médio tem um papel importante diante da sociedade, se caracteriza por ser acessível e universal. Ações como essa [pacto] com finalidade de melhorar o ensino e a aprendizagem, são muito bem vindas. A realidade se reflete na prática educacional, as diferenças entre os alunos são enormes em sala de aula. A formação continuada é importante para se realizar a aprendizagem. Precisamos cair na real! Não existe mágica. É preciso sondar a realidade para resolver o problema”, esclareceu o professor.
      Apesar de concordar de que o pacto é uma iniciativa importante o coordenador do SINPROESEMMA se mostrou realista com pontuações serenas, como se pode ver em sua própria fala ao citar Geraldo Vandré: “ ‘Quem sabe faz a hora, não espera acontecer’. Otimismo? Fazer o trabalho é o que faz a coisa acontecer”, esclarece.

     O gestor de educação da UREI Agostinho Noleto, discorreu sobre a demora do funcionamento do Centro de Formação Continuada e da importância do Pacto Nacional para a educação do estado. “ Senti a necessidade de protestar contra a inércia acerca da formação continuada. O pacto veio causar sensação boa agora que se aproxima a hora de passar o bastão...”, fala reticente a respeito da sucessão de sua gestão da Unidade Regional de Educação.




kalyne Cunha




     O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA) realizou, neste sábado (6), em clima de confraternização, uma assembleia que resumiu as ações da delegacia regional de Imperatriz, no ano de 2014, e suas perspectivas para o novo ano. O evento contou com a participação do presidente da entidade, Júlio Pinheiro, e da diretoria do núcleo local, como os professores: André Santos; Francisco Bento; Rosyjane Paula; Carlos Hermes; Luciene Lucena, Raimundo Neto e Willas Moraes que também é presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Imperatriz (STEEI). 


      O evento ocorreu na chácara do STEEI, no povoado Bananal, distante 12 km de Imperatriz. Na ocasião, foi servida uma feijoada para a classe educadora que prestigiou o momento com suas famílias, em uma atmosfera de lazer e música ao vivo. Toda uma logística foi preparada para receber os professores que classificaram a reunião de forma otimista. “Enquanto professora em sala de aula, a rotina sabemos que é estressante. Há uma necessidade do grupo discutir assuntos pertinentes à nossa prática, ao nosso sindicato, aos nossos direitos enquanto professores. E um momento como esses, acaba acontecendo tudo de forma positiva. Então une o útil ao agradável, como diz o velho ditado”, explica a professora de história Suelly Leal.

    
 Diante do cenário sociocultural e político, a troca de experiências entre educadores é uma ressalva do professor Carlos Leen, que culmina para a união da categoria. “Temos que ser uma classe mais unida! Essa cultura de trocar informações em sala de aula é válida. Acho que o professor tem que conversar mais com professor”.


     O presidente do SINPROESEMMA, Júlio Pinheiro, aproveitou o evento para pautar algumas ações da agenda de 2015 e mostra-se esperançoso diante do novo cenário político. “As expectativas para 2015 são as melhores. Com uma agenda pré-eleitoral, o sindicato apresentou ao governo uma carta compromisso e depois de conflagrado um novo momento com a vitória do Flávio Dino, a maior expectativa é em torno dessa carta. Então nós vamos retomar a discussão em uma mesa permanente de negociação, com a nova secretaria de educação e queremos também uma interlocução mais direta com o governador. Porque nós precisamos convencer o governo, das medidas mais ajustadas à educação que passa necessariamente pelo sindicato, que representa hoje 60% dos servidores públicos do estado. Essas políticas para nós são essenciais, então está em jogo interesses da sociedade maranhense e da nossa categoria e da educação como um todo”, esclarece o dirigente sindical.

     
     O coordenador regional do SINPROESEMMA André Santos, também espera mudanças favoráveis diante da nova gestão. “Em relação às mudanças que o Maranhão precisa, diante da categoria, é que realmente as coisas funcionem! Que direitos historicamente negados sejam respeitados e tenham valorização profissional. Que a educação possa ter um planejamento com condições de trabalho e possa ter uma qualidade que de fato o tire dos péssimos indicadores que apresenta hoje”, esclarece.