Diante da falta do cumprimento das prefeituras em relação a jornada de um terço destinada ao planejamento, a Direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA) publica nota oficial para orientar os educadores sobre o que fazer para garantir a lei. No documento, a entidade defende o direito dos educadores em cumprir, no caso das 20 horas semanais, somente as 13 horas semanais dentro das salas de aula. Além disso, a entidade desmitifica o conceito hora-aula, defendido pelos gestores. Confira abaixo:


Presidente da Famem não cumpre a lei do piso e 1/3 da jornada extraclasse

     O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA) posiciona-se, publicamente, contra qualquer medida ou movimento de gestores públicos do Maranhão que anule as conquistas alcançadas pela Educação Pública do Brasil, a partir da criação da Lei do Piso (11.738/2008). Esta lei instituiu a jornada de um terço destinada ao planejamento escolar e ainda reajusta anualmente as remunerações dos trabalhadores.

     Depois de quase sete anos de criação da Lei, no Maranhão, ao invés de cumpri-la, os gestores colocam a legislação em discussão para prorrogar o seu cumprimento. O atraso na implementação dos direitos coloca o estado no descaso no setor educacional, cujo principal reflexo é o baixo desempenho nos indicadores educacionais.

     A Lei do Piso garante que nenhum professor do Brasil, das redes públicas municipais e estaduais, receba abaixo do piso salarial do Magistério, cujo valor é definido anualmente com base no custo aluno anual, regra de repasse federal dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

     A lei também garante outra grande conquista aos educadores: pelo menos um terço da jornada de trabalho dos professores deve ser dedicado ao planejamento de atividades pedagógicas, fora da sala de aula.

     No Maranhão, a maioria dos gestores descumpre a lei do piso. Um dos exemplos é o prefeito de São José de Ribamar e presidente da Federação Maranhense dos Municípios (FAMEM), Gil Cutrim (PMDB), que não cumpre as 13 horas e nem paga o reajuste do piso. Os gestores usam como justificativa a falta de recursos para desrespeitar a lei, porém, até 2009, o Conselho Nacional de Educação (CNE) deu prazo para adequação das prefeituras às novas diretrizes da carreira do magistério, o que não foi realizado.

     A realidade é que a educação não é prioridade dos prefeitos, que não estabelecem contrapartidas de receitas próprias para investimentos e ainda aplicam de forma errada os recursos destinados à educação.

     A hora-aula, que pode ser de 45, 50, 55 minutos, não é o mesmo que hora-relógio de 60 minutos, porque a hora-aula é a duração da atividade do professor dentro da sala de aula, sendo o intervalo mínimo entre uma aula e outra, um direito adquirido que não pode ser usado agora como matemática para desfavorecer a jornada extraclasse do planejamento.

     Ou seja, quem tem 20 horas de jornada deve ficar apenas 13 horas em sala de aula, respeitando a hora-aula fixada, e quem tem 40 horas, deve interagir com os alunos 28 horas, também respeitando a hora-aula da rede. Não aceitamos a criação de qualquer outro subterfúgio para burlar a Lei e prejudicar a educação.

     Sendo assim, o SINPROESEMMA mantém firme a postura de esclarecer os professores das redes municipais a não aceitarem qualquer imposição que contraria a legislação. Em caso de represálias, a Justiça é o caminho para punir os crimes contra os trabalhadores, e o Sindicato é o instrumento de mobilização da categoria para cobrar o respeito à legislação. Quem for obrigado a ficar na sala de aula, além da jornada, deve entrar na justiça para cobrar HORA EXTRA.

     “Onde houver resistência dos gestores, os trabalhadores têm que ir à luta”, orienta o presidente do SINPROESEMMA, professor Julio Pinheiro.

     O SINPROESEMMA está à disposição dos professores para esclarecimentos sobre a jornada e o piso, além de orientações acerca de procedimentos para evitar que os direitos conquistados com a Lei do Piso sejam desrespeitados.

A direção do SINPROESEMMA

O Dia Internacional da Mulher foi criado não apenas com o objetivo de ser festejado nas mais diferentes esferas sociais.

8 de março

A história se inicia dia 8 de março, no ano de 1857 em Nova Iorque, quando operárias ocuparam uma fábrica têxtil reivindicando melhores condições de trabalho. Como forma de repressão, elas foram trancadas e incendiadas. A data é uma homenagem a elas, mas somente no ano de 1975 é que a ONU(Organização das Nações Unidas) a oficializou.

Por entender o papel da mulher ao longo da sua trajetória é que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA) homenageia todas as mulheres, em especial as professoras, pelo esforço em tentarem diminuir, ou mesmo, até extinguir o preconceito e a desvalorização da mulher enquanto figura humana.

O SINPROESEMMA reconhece a garra dessas profissionais, que ao mesmo enfrentam uma jornada tripla em suas vidas, são mães e algumas dividem o papel de pai, esposas e profissionais que procuram por meio do seu trabalho mudar o conceito de vida de muitos estudantes, sempre os mostrando o melhor caminho a seguir por meio da educação. Feliz dia das mulheres!

kalyne Cunha



     O programa “Liderando Reformas Educacionais: Desafios e Oportunidades para os Próximos Quatro Anos”, do qual o vice-governador Carlos Brandão participa representando o governador Flávio Dino alcança o seu segundo dia de atividades. O evento tem como sede a cidade norte-americana New Haven (Connecticut) e é promovido pela Universidade de Yale e pela Fundação Lemann.

     Os debates, que acontecerão até o próximo dia 07 (sábado), são coordenados pelos professores de Yale e gestores educacionais norte-americanos. Juntos, participantes e organizadores do programa, buscam discutir novos modelos de formação de docentes, evolução no setor tecnológico com foco na educação digital e a padronização da aprendizagem nacional, sempre perpassando pelas experiências estadunidenses, por meio da Universidade de Yale; e as brasileiras, figuradas pela Fundação Lemann, instituição de renome quando o assunto central é o estudo da qualidade da educação brasileira.

     A abertura oficial da programação desta quarta-feira (04) foi marcada pela conferência do presidente da Universidade de Yale, Peter Salovey, e teve como tema “O Poder Transformador da Educação”. Nela também colaboraram o presidente da Fundação Lemann, Jorge Paulo Lemann, e o ministro da Educação do Brasil, Cid Gomes. O debate que encerrou as discussões do dia teve como mote as perspectivas, desafios e oportunidades para a educação brasileira nos próximos anos, do qual Laura Freebairn-Smith, diretora do Organizational Performance Group, foi a moderadora.

      Nesta quinta-feira (05), a tônica do evento voltou-se para o processo de formação de professores e as novas tecnologias na educação. As discussões foram conduzidas pelos temas “O Poder das Tecnologias”, ministrado por Evan Marwell, diretor executivo e fundador da EducationSuperhighway e “Melhores Práticas na Formação de Professores”, coordenado Doug Lemov, diretor da UncommonSchools.

     Ao longo do dia, os participantes do programa puderam visitar escolas públicas de New Haven e finalizaram os debates do segundo dia de programação abordando temas relevantes vivenciados, apontando perspectivas para o futuro da educação. Eles tiveram novamente como moderadora Laura Freebairn-Smith.

     Para o vice-governador Carlos Brandão, que está nos Estados Unidos como porta voz oficial do governador Flávio Dino, acompanhado do secretário adjunto de Educação, Milton Campelo, esta é uma experiência que engrandecerá as discussões locais sobre a educação maranhense.

     “O conhecimento, em todos os níveis, não deve ser uma ilha. Projetos, programas grandiosos, poderão surgir do diálogo constante entre o governo do Estado e as instituições de ensino – nacionais e internacionais -, sempre na busca por trazer benefícios à nossa população”, resumiu o vice-governador.


ASCOM Portal do Governo do Estado do Maranhão
    O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), divulga, nesta quinta-feira (5), a homologação do resultado final, após recursos, do processo seletivo simplificado para contratação temporária de mil professores. A lista nominal será publicada no Diário Oficial do Estado (Suplemento do Executivo) de 5 de março de 2015, disponível no endereço eletrônico da Seduc.


     O seletivo para contratação temporária de professores e a prorrogação de 4.990 contratos são medidas adotadas pelo governador Flávio Dino, em caráter emergencial, para suprir o déficit de professores. “O nosso governo está trabalhando com o foco na aprendizagem dos estudantes e estamos adotando todas as providências para que as escolas da rede iniciem suas atividades com os docentes em sala de aula no ano letivo de 2015. Não podemos permitir que os estudantes tenham déficit de carga horária”, destacou a secretária de Estado da Educação, Áurea Prazeres.

     Os professores devem comparecer, em até três dias, após a divulgação do resultado, às Unidades Regionais de Educação (UREs), para assinatura do contrato e lotação. A Seduc orientou as unidades quanto à recepção dos professores e a lotação imediata para que estejam em exercício na segunda-feira (9), quando iniciam as aulas na rede estadual.

     Os professores devem levar originais e cópias dos seguintes documentos: ficha cadastral; carta de apresentação; diploma ou certificado de formação (cópia devidamente autenticada, para os graduados); declaração da Instituição de Ensino Superior acompanhada do histórico escolar (para os que estão cursando mais da metade do curso); RG; CPF, título de eleitor (com comprovante da quitação eleitoral), certificado de reservista (se do sexo masculino) e comprovante de endereço.

     Dentre outras medidas para melhoria da educação na rede pública estadual, o Estado implementou nos primeiros dias da nova gestão, medidas para valorização dos profissionais da educação como a progressão funcional de 11.144 professores, reajuste de 15% no salário dos professores contratados e aplicação do percentual de reajuste do piso nacional a todas as referências funcionais do magistério.


Fonte: Portal do Governo do Maranhão