A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educadores Pública do Maranhão (Sinproesemma), reunida na tarde desta quinta-feira (02), na sede da entidade, decidiu rejeitar parcialmente a contraproposta apresentada pelo Governo do Estado para o reajuste dos salários dos professores da rede estadual. A pauta de reivindicações da campanha salarial do sindicato foi entregue ao governo, após ser aprovada por todas as assembleias regionais, realizadas no período de 25 a 31 de janeiro.

   O governo propõe pagar o reajuste de 2017, de 8%, em duas parcelas sendo a primeira neste mês de fevereiro e a segunda em maio, incidindo sobre a Gratificação de Atividade de Magistério (Gam) e não sobre os vencimentos. 


 
   O sindicato não concorda com a aplicação do reajuste sobre a Gam e quer a correção em cima dos vencimentos de todos os níveis do magistério. “Desta forma, a proposta de 8% apresenta avanços apenas para professores de níveis 1 e 2 e aos especialistas, que atualmente estão abaixo do piso. Avaliamos que a proposta não contempla toda a classe, então decidimos que o governo deve aplicar o reajuste em cima do vencimento de todos os níveis do magistério para que não haja prejuízo à categoria”, afirmou a presidente do sindicato, Benedita Costa.



   Diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) reuniram, na tarde desta quarta-feira (1º), com representantes do Governo do Estado, no Palácio dos Leões, para discutir a pauta da campanha salarial dos educadores, de 2017, que foi entregue, pela manhã, à Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

   Participaram da reunião com os dirigentes do Sinproesemma o secretário de Estado de Comunicação Social e Assuntos Políticos, Márcio Jerry, e o secretário de Estado de Educação, Felipe Camarão. O debate da reunião, que durou cerca de quatro horas, foi em torno do reajuste salarial do magistério.

    Na pauta apresentada pelo sindicato, aprovada pelas regionais, a cobrança é de 19,87%, referente ao reajuste de 2016, que não foi pago, e o reajuste deste ano, de 7,64%. Segundo os secretários de Estado, a proposta do governo é de conceder o reajuste salarial de 8%, sendo 4% em fevereiro e mais 4% no mês de maio.


   A reunião encerrou sem consenso com relação ao reajuste. A posição do Sinproesemma é cobrar do Governo do Estado o cumprimento de todos itens da campanha salarial. “O reajuste salarial que consta da nossa campanha salarial 2017 é o percentual de 19,87%, item da pauta aprovada nas dezoito assembleias regionais que realizamos de 25 a 31 de janeiro, portanto, nós da diretoria, vamos discutir essa proposta com os demais membros da direção e vamos analisar, coletivamente, de forma minuciosa, o que representa, em termos de números, essa proposta, para que a categoria não fique no prejuízo”, pontuou a presidente do Sinproesemma, Benedita Costa.



   A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Maranhão (Sinproesemma) e a empresa conveniada ao sindicato, Teriva Urbanismo, convidam a categoria para conhecer o projeto Teriva Imperatriz, dia 4 de fevereiro, às 9h, na Avenida Pedro Neiva de Santana, n° 4414, Parque Lagoinha, (ao lado do New Ville). Na ocasião, haverá um brunch para os trabalhadores da educação que poderão conhecer o projeto urbanístico junto à equipe.

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    Diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) entregaram ao secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, a pauta de reivindicação da Campanha Salarial 2017. O documento, entregue na manhã desta quarta-feira, 1, é resultado das 18 assembleias regionais que ocorreram entre os dias 25 a 31 de janeiro e aprovaram a necessidade do Sinproesemma lutar pela garantia do reajuste salarial.

   Segundo a presidenta do Sinproesemma, Benedita Costa, a pauta reúne vários itens que expressam os anseios dos trabalhadores em educação, mas a prioridade é cobrar o reajuste da categoria. “A nossa luta é garantir o reajuste ainda na folha de pagamento de fevereiro e encontrar uma forma para assegurar a recomposição de 2016”, afirmou.


   Em resposta à cobrança do sindicato por uma definição sobre o reajuste salarial, Felipe Camarão disse que o governo apresentará, ainda nesta quarta-feira, uma posição sobre o tema ao Sinproesemma.

Conheça a pauta completa:

1. Recomposição salarial de 19,87%, referente a 2016 e 2017;
2. Cumprimento da implantação das gratificações do Estatuto do Educador: Área de Risco, Educação Especial, Difícil Acesso, Dedicação Exclusiva para professores em Escola de Tempo Integral;
3. Concessão das Promoções, Titulações e automaticidade das Progressões;
4. Cumprimento da Gratificação do Profuncionário de 30% para os funcionários do CINTRA;
5. Recomposição salarial para os funcionários da educação;
6. Extensão da oferta do Programa Profuncionário a todas regionais;
7. Implantação do Curso de Tecnólogo em Processos Escolares para funcionário de escola;
8. Implantação da formação continuada como política permanente na rede estadual;
9. Concurso público permanente para todas as áreas da Educação;
10. Ampliação e efetivação da política de combate à violência na escola;
11. Fim da terceirização na educação;
12. Garantir Vale Alimentação aos profissionais da educação;
13. Implantar nos Centros de Ensino a Universalização da Internet e Laboratórios de Robótica, Tecnologia, dentre outros;
14. Regionalização do atendimento à saúde do Servidor Público;
15. Garantir condições dignas de trabalho com melhorias na estrutura material e física das Unidades Escolares;
16. Ampliação de vagas para Unificação de duas matrículas;
17. Manutenção da ampliação de matrícula;
18. Não adoção por parte do governo do Estado às Reformas do Ensino Médio pelo governo Temer;
19. Pela manutenção da Aposentadoria Especial dos Profissionais do Magistério.